Você gosta de desafios matemáticos que parecem simples à primeira vista, mas fazem a gente parar para pensar? Então observe com atenção o cálculo apresentado na imagem e tente resolvê-lo mentalmente.
Muitas pessoas começam a somar os números assim que olham para a expressão. O problema é que, na matemática, não basta fazer as contas na ordem em que os números aparecem: é preciso respeitar as regras que determinam qual operação deve ser realizada primeiro.
Você acertaria de primeira ou precisaria conferir a resposta?
Antes de continuar a leitura, tente resolver o desafio sozinho. Se quiser, anote o resultado em um papel e compare depois com a explicação.
O cérebro costuma procurar caminhos rápidos para resolver problemas do cotidiano. Isso é útil em muitas situações, mas pode levar a enganos quando uma tarefa exige atenção a detalhes específicos.
Em uma expressão matemática, por exemplo, a pessoa pode se concentrar nos números e acabar deixando passar um sinal importante. Outra possibilidade é realizar todas as operações na sequência em que aparecem, sem observar a prioridade de cada uma.
É justamente por isso que desafios como esse despertam tanta curiosidade. Eles parecem exigir apenas uma conta simples, mas também pedem concentração, leitura cuidadosa e conhecimento das regras matemáticas.
Para resolver expressões numéricas corretamente, existe uma ordem de prioridade.
Quando uma expressão contém parênteses, as operações que estão dentro deles devem ser resolvidas primeiro, seguindo também a hierarquia matemática.
Depois dos parênteses, resolvem-se as multiplicações e divisões. Quando essas operações aparecem no mesmo nível de prioridade, deve-se seguir a ordem da esquerda para a direita.
Isso significa que a divisão não tem prioridade automática sobre a multiplicação, nem o contrário.
Somente depois das etapas anteriores é que se resolvem as somas e subtrações, também da esquerda para a direita.
Essa regra ajuda a evitar erros em contas escolares, exercícios de raciocínio e até em cálculos usados em situações comuns, como conferir valores e organizar despesas.
Se você ainda não chegou a uma resposta, este é o momento de conferir.
A expressão apresentada na imagem é:
2 + 2 + 2 + 2 + 2 ÷ 2 + 2
O detalhe mais importante é o sinal de divisão. Como não existem parênteses, precisamos resolver essa operação antes de realizar as adições.
Primeiro:
2 ÷ 2 = 1
Agora, substituímos a divisão pelo resultado encontrado:
2 + 2 + 2 + 2 + 1 + 2
Com a divisão resolvida, basta somar os números da esquerda para a direita:
Portanto, o resultado correto é 11.
Se você encontrou outro número, não significa que não saiba matemática. Pode ser que tenha feito a soma antes de observar a divisão ou que tenha interpretado a expressão de outra maneira.
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Resolver problemas matemáticos pode envolver diferentes habilidades cognitivas, como atenção, raciocínio lógico, memória de trabalho e capacidade de seguir etapas.
A memória de trabalho, por exemplo, participa de tarefas em que precisamos manter algumas informações em mente enquanto realizamos uma operação. É o que acontece quando acompanhamos uma conta mentalmente sem anotar cada resultado.
Isso não significa que acertar este cálculo seja um teste de inteligência. Uma única questão não é suficiente para medir a capacidade intelectual de alguém, e errar uma conta não permite concluir que uma pessoa tenha dificuldade cognitiva.
O resultado também pode depender de fatores simples, como pressa, distração, familiaridade com a regra matemática e até o tempo que a pessoa dedica à leitura.
A saúde cerebral é influenciada por diversos fatores. Segundo o Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos, ligado ao NIH, cuidar da saúde física, manter atividades mentalmente estimulantes e continuar aprendendo são medidas que podem contribuir para a saúde cognitiva ao longo da vida.
Veja algumas maneiras de incluir esses estímulos na rotina.
Contas mentais, palavras cruzadas, jogos de lógica e problemas de sequência podem ser atividades interessantes para ocupar a mente. O mais importante é escolher tarefas adequadas ao seu interesse e variar os desafios, sem transformar cada resultado em uma avaliação da própria inteligência.
Aprender uma receita, estudar um assunto diferente, ler sobre um tema desconhecido ou desenvolver uma habilidade pode estimular diferentes processos mentais.
Não é necessário gastar dinheiro com cursos ou aplicativos para começar. Atividades simples, feitas com regularidade, já podem proporcionar oportunidades de aprendizado.
Dormir bem e manter uma rotina de atividade física são medidas importantes para a saúde geral e também estão associadas ao bem-estar e à saúde cerebral.
Pessoas com pressão alta, diabetes ou colesterol elevado devem acompanhar essas condições com profissionais de saúde, pois elas também estão relacionadas ao risco de problemas cognitivos no futuro.
Esquecer ocasionalmente onde deixou um objeto ou demorar para lembrar uma palavra pode acontecer com qualquer pessoa. Entretanto, quando as dificuldades de memória se tornam frequentes, pioram progressivamente ou começam a atrapalhar tarefas cotidianas, é importante procurar avaliação profissional.
Desafios matemáticos são atividades recreativas: não substituem testes cognitivos validados nem servem para diagnosticar problemas de memória.
Essa é uma dúvida comum, especialmente entre pessoas que desejam envelhecer com autonomia e preservar a memória.
Atividades cognitivas podem fazer parte de uma rotina saudável, mas não existe um único jogo, cálculo ou aplicativo capaz de garantir a prevenção do Alzheimer ou de outras formas de demência.
As orientações atualizadas da Organização Mundial da Saúde destacam uma abordagem mais ampla para reduzir riscos relacionados ao declínio cognitivo. Entre os aspectos relevantes estão a prática de atividade física, a alimentação equilibrada, o controle de condições como hipertensão e diabetes e a redução de outros fatores de risco.
Por isso, vale olhar para a saúde cerebral de maneira completa, sem depositar todas as expectativas em um exercício isolado.
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Agora que você conhece a regra, tente resolver outra expressão:
10 − 2 × 3
Pense antes de continuar.
A multiplicação deve ser feita antes da subtração. Portanto, primeiro calculamos 2 × 3, que resulta em 6. Depois, fazemos 10 − 6.
O resultado é 4.
Se você chegou a essa resposta, aplicou corretamente a hierarquia das operações.
O segredo não está em fazer a conta mais depressa, mas em identificar o que precisa ser resolvido primeiro. Em matemática, alguns segundos de atenção podem evitar um erro que parece óbvio somente depois que a resposta é revelada.
E você, acertou o primeiro cálculo de primeira? Compartilhe o resultado e veja se seus amigos também conseguem resolver o desafio sem se confundir.
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